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Copy para o teu site: como escrever textos que vendem (sem ser copywriter)

O texto do teu site é o teu vendedor 24 horas por dia. Se está mal escrito, estás a perder clientes sem saber. Aqui estão as regras básicas que qualquer dono de negócio pode aplicar.

AA
André Antunes 17 de março de 2026

Podes ter o site mais bonito de Portugal. Se o texto for mau, não vende.

O texto — o copy — é o que convence o visitante a contactar-te. É o que faz a diferença entre alguém que lê e sai, e alguém que preenche o formulário.

A boa notícia: não precisas de ser escritor. Precisas de seguir algumas regras simples.


A regra número um: fala do cliente, não de ti

O erro mais comum nos textos de sites de pequenos negócios é começar tudo com “Nós”:

“Somos uma empresa com 15 anos de experiência, dedicada à excelência e satisfação total dos nossos clientes…”

O cliente não quer saber da tua história. Quer saber se resolves o problema dele.

Compara:

❌ “Somos especializados em canalizações residenciais e comerciais com equipamentos de última geração.”

✅ “Tens uma fuga de água às 23h? Estou em 45 minutos.”

O segundo fala directamente ao problema. Cria urgência. É específico. Convence.


Frases curtas. Sempre.

O cliente não lê — escaneia. Os olhos saltam de título em título, de frase em frase. Textos longos e densos são ignorados.

Regra prática: se uma frase tem mais de 20 palavras, parte-a em duas.

Antes:

“O nosso serviço de criação de websites profissionais para pequenos negócios inclui design responsivo, optimização para motores de busca, formulário de contacto funcional e entrega garantida em apenas sete dias úteis.”

Depois:

“Site profissional em 7 dias úteis. Design que funciona em telemóvel e computador. SEO incluído. Formulário de contacto a funcionar desde o primeiro dia.”


Especificidade mata ambiguidade

Palavras vagas não vendem. Números e detalhes concretos vendem.

❌ “Entregamos rapidamente” ✅ “Entregamos em 7 dias úteis”

❌ “Preços competitivos” ✅ “950€ + IVA. Sem custos escondidos.”

❌ “Excelente qualidade” ✅ “Sites que carregam em menos de 2 segundos”

❌ “Vasta experiência” ✅ “Mais de 70 sites entregues em Portugal”

Cada vez que escreveres um adjectivo vago, pergunta: “Consigo provar isto com um número?”


A estrutura que sempre funciona

Para qualquer página de serviço, esta sequência funciona:

  1. Problema — identifica a dor do cliente. “Não apareces no Google.”
  2. Consequência — o que acontece se não resolver. “Os teus concorrentes ficam com os clientes que deviam ser teus.”
  3. Solução — o que ofereces. “Crio um site optimizado para aparecer nas pesquisas certas.”
  4. Prova — porque é que podes confiar em mim. Testemunhos, resultados, números.
  5. Chamada à acção — o que deve fazer agora. “Fala comigo. Respondo em menos de 24 horas.”

Não precisas de seguir esta estrutura à letra em todas as páginas. Mas ter estes elementos presentes, em qualquer ordem, faz toda a diferença.


As palavras que matam a credibilidade

Há um conjunto de palavras que soam bem mas não dizem nada. Quando as vês, substitui por algo concreto:

  • “Inovador” → o que é que isso significa exactamente?
  • “Soluções à medida” → toda a gente diz isto
  • “Excelência” → podes provar?
  • “Líder de mercado” → em quê? Com que dados?
  • “Parceiro de confiança” → porquê?
  • “Sinergias” → não.

O título da página é o mais importante

A maioria das pessoas lê o título e decide em dois segundos se continua ou sai. O título tem de fazer uma promessa clara ou criar curiosidade suficiente para continuar.

❌ “Bem-vindo ao nosso site” ✅ “Canalizador em Lisboa — disponível 24h, orçamento grátis”

❌ “Os nossos serviços” ✅ “Site profissional em 7 dias — 950€, entrega garantida”

O título tem de responder imediatamente à pergunta do visitante: “Estou no sítio certo?”


Não escrevas para toda a gente

Quanto mais específico o teu público, melhor o teu texto. Um texto dirigido a “donos de restaurantes tradicionais portugueses no Porto que precisam de mais reservas” converte muito melhor do que um texto para “qualquer negócio que precise de um site”.

Decide quem é o teu cliente ideal. Escreve como se estivesses a falar directamente com ele.


Quando crio sites para clientes, escrevo o copy incluído no preço. Faço-o baseado numa conversa sobre o negócio, o cliente ideal, e o que torna o negócio diferente.

Se quiseres perceber como funcionaria para o teu caso, fala comigo.